Andorianos: humanóides de pele azul, com características de insetos e mamíferos. Seu sistema visual é diferente do padrão, devido a duas antenas localizadas no topo da cabeça, que lhes permite ver espectros fora do alcance humano. São belicosos e gostam de discussões.
Anticanos: humanóides que lembram um grande cão, são carnívoros que preferem consumir carne crua ou viva.
Arbazano: humanóides mamíferos e bípedes. São parecidos com os humanos e sua principal característica é ter a testa bastante enrugada. Muito conservadores, quase fascistas, são tidos pelas outras raças como muito arrogantes. Se ofendem fácil. Na Federação, exercem cargos burocráticos ou de pesquisas mundanas.
Argeliano: humanóides muito sociáveis e pacíficos, fisicamente humanos, mas algumas argelianas tem ligeiros poderes empáticos e telepáticos. Tem uma cultura hedonista, que aboliu a violência.
Bajoranos: raça de humanóides bastante religiosa, muito parecidos com os humanos, exceto por rugas no nariz e diferenças no aparelho reprodutor feminino.
Ba'Ku: semelhante aos humanos. Chegam a viver 300 anos.
Benzites: humanóides cuja a pele possui uma coloração azul. Possuem grande destreza em jogos e com computadores. Até pouco tempo atrás, os benzites que saiam de seu planeta precisavam de uma mascara de metano.
Betazóides: organicamente muito parecidos com os humanos, tornando o casamento interracial comum, mas todos os betazóides tem olhos negros. Tem poderes telepáticos tão desenvolvidos que a sociedade betazóide é totalmente baseada na verdade. Não tem barreiras mentais, tornando o convívio com raças não telepáticas difícil, e em alguns casos doloroso.
Bolianos: humanóides de pele azul, que possuem uma ruga bifurcada dividindo o rosto. Possuem grande senso de humor, sempre são diretos e muito espertos.
Darkovanos: a maioria é humana. A casta dominante, porém, tem sangue híbrido com a raça nativa, o que formou uma classe de "telepatas", que se distinguem fisicamente pelos cabelos ruivos (quanto mais intenso, maior o poder mental), e em algumas famílias, pela presença de um sexto dedo nas mãos. Cada família tem um "dom" especial, sendo que a telepatia aparece em quase todas. Os darkovanos da Frota pertencem a essa casta dominante.
Deltanos: humanóides totalmente desprovidos de pelos, exceto pelas sobrancelhas e pelos cílios. São conhecidos por possuírem altos índices de feromônios, o que lhes obriga a se submeter a constante tratamento hormonal para convívio com outras raças. Curiosamente, esses feromônios não afetam os próprios deltanos. Para entrar para a Frota são obrigados a um juramento de celibato. Tem poderes empáticos, e geralmente trabalham na área médica, usando seus poderes para anestesiar dores.
Grazeritas: humanóides que evoluíram de herbívoros grupais, e abominam a violência e confrontações.
Rigelianos: os habitantes de Rigel V são extremamente similares aos vulcanos. Depois de um passado de confrontações com a Federação, todo o sistema se afiliou a Federação com Rigel V como líder.
Selay: semelhante a serpentes bípedes e com braços, têm a pele verde, escamas e uma enorme cabeça.
Tellaritas: humanóides baixos (em média 1,50 m). Têm a pele áspera e abundância de pelos e sua aparência lembra um suíno, com cascos na pontas dos membros inferiores. São extremamente míopes, mas os sentidos do olfato e da audição são aguçados. Tem um bom senso de equilíbrio. Além de um especial talento para matemática e engenharia, tellaritas adoram debater. Sua língua é extremamente gutural, e seu aparelho fonador torna sua pronúncia da língua padrão muito difícil.
Trill: espécie conjunta: um hospedeiro humanóide e um simbionte vermiforme. Compartilham experiências e memórias, e cada parte contribui para a personalidade do indivíduo. Os hospedeiros se distinguem pelas manchas no pescoço, testa e costas.
Tyrrianos: recentemente incorporados à Federação. São humanóides pacíficos e diplomáticos, que pouco se diferem dos humanos. A cor da pele varia de acordo com a região do planeta, e os olhos não possuem pupilas. Cada clã possuem um símbolo, que é tatuado sobre um dos olhos de seus membros.
Vulcanos: membros fundadores da Federação. São humanóides que lembram muito os terráqueos, a não ser por suas orelhas pontudas e pela leve cor esverdeada da pele, que se deve à grande quantidade de cobre no sangue. Famosos por seus conhecimentos de computação, tem uma ótima reputação como diplomatas. Têm habilidades telepáticas, que só usam em caso de extrema necessidade. O ambiente inóspito de seu planeta natal os dotou de grande força e resistência.
Zakdornianos: reputados como grandes guerreiros e estrategistas, fisicamente são gordos e fracos, com peles pálidas em tons de azul ou cinza, com muitas dobras.
Das raças listadas, as seguintes são de colônias (C) ou humanas (H):
Centaurianos ( H )
Tyrrelianos ( H )
Risianos ( C )
Pentharianos ( H ) - uma possível ex-colônia.
Cygnetianos ( H ) - sociedade matriarcal.
Coridanianos ( H )
Caldosianos ( C )
E as seguintes raças não estão na Federação:
Klingons
Ferengis
(retirado do site de RPG Fronteira Final)

Cubo Borg atacando naves da Federação Unida dos Planetas
Na ponte de comando da USS Alliance estavam o Capitão Stuart, Catherine, o Comandante Tucov e os demais oficiais que compunham a tripulação. Stuart estava pensativo, olhando a tela que mostrava as estrelas a sua frente. Catherine conversava com o oficial de ciências e Tucov analisava o painel de engenharia. Não se passou muito tempo, quando o oficial de ciências comunicou:
“Capitão, temos uma aparente tempestade magnética a frente. Mas as emissões parecem muito estranhas... Há muita interferência anti-lepton nos sensores para podermos avaliá-la com certeza.”
“Reduza velocidade da nave para dobra 2” – Disse o capitão – “Navegador, avance até podermos sonda-la com os sensores de curto alcance.”
“Positivo capitão. Em 8 minutos estaremos a 0.15 ano-luz da tempestade”.
Nesses oito minutos Catherine teve a oportunidade de observar as reações de Stuart. Ele, subitamente, começou a ficar nervoso, preocupado. Sua testa já parecia estar levemente molhada de suor, como se ele estivesse pressentindo algo.
“Está tudo bem, Capitão?” – Perguntou Catherine – “O senhor parece estar preocupado...”
“Está tudo bem Catherine. Acho que estou apenas um pouco cansado.” – Isso foi tudo o que Stuart disse.
Catherine olhou para Tucov, que apenas levantou levemente a sobrancelha esquerda.
Os minutos escoaram-se tensos, quando o navegador informou – “Já estamos ao alcance dos sensores, Capitão.”
“Parada total. – disse Stuart – Sr. Krauss, quero uma varredura completa dessa tempestade, em extensão e sua classificação.
“Entendido, Sr.” – Krauss era o oficial de ciências do turno atual. Muito eficiente, em minutos analisou os dados.
“Tempestade magnética de origem desconhecida. Nenhum forma de energia conhecida nessa quadrante parece ter gerado essa anomalia. Quanto a extensão... Nossa! Ele parece medir 12 anos-luz de extensão!”
“Uma tempestade completamente fora dos padrões, Capitão” – disse Tucov, olhando para Stuart – “Contorna-la atrasaria nossa entrega de armas em 2 dias...” Disse o vulcano, reticente.
“Sei disso, primeiro oficial” – disse o capitão ao vulcano.
“Krauss, pode ver o que há dentro dessa tempestade?”
“Não senhor, apenas que ela cresce a cada momento. O nível energético no centro dela é tão grande que não nos permite sonda-la mais profundamente.”
“Catherine, o que você acha que devemos fazer? Você como 2a. oficial e conselheira da nave, pode nos ajudar a decidir nossa viagem?” – Stuart parecia realmente indeciso, como se não quisesse tomar a decisão.
“Sr, o protocolo de segurança nos diz que devemos evitar esse tipo de obstáculo, mas em nosso caso, ocorreriam problemas de atraso na entrega dos equipamentos. Nossa nave tem uma excelente capacidade de bloqueio a interferências magnéticas e anti-lepton.”
“Sr. Tucov?” – Falou com o vulcano, mas nem sequer olhou para ele.
“Manteremos nosso horário, se mantivermos nosso curso. As naves do estaleiro precisam desse armamento para as missões de patrulhamento da fronteira, Sr.” – Tucov parecia desafiar a indecisão de Stuart. Catherine percebeu isso, mas algo não lhe havia soado bem... Não parecia ser uma atitude vulcana. “Passional demais” pensou ela.
Stuart nem se deu conta, e prosseguiu:
“Ok. Navegador, mantenha o curso. Quero dobra 2, com reforço nos escudos de deflexão. Alerta Amarelo. Quero sair daqui o mais breve possível.”
“Entendido Capitão. Dobra 2 pronta. Ao seu comando.”
“Acionar!”
A USS Alliance desliza calmamente até o ponto de impacto com a estranha tempestade. Uma suave sacudidela abala a nave, mas os estabilizadores de inércia cuidam de tornar aviagem mais tranqüila.
“Quero atenção redobrada nos sensores.”
“Positivo, Capitão.” Disse o navegador.
=/\=
John estava preocupado. Havia encontrado com uma das amigas de Pepi, e esta havia lhe dito que ela saíra muito abalada do salão de recreação da nave.
“Ela deve ter ido espairecer um pouco...” Disse ela, não muito convencida do que dissera.
“É... mesmo assim vou procura-la. Eu não devia ter agido dessa forma. Vou conversar com ela e pedir desculpas....”
John despediu-se dela e foi procurar Pepi.
Procurou em todos os lugares que ela costumava freqüentar, mas nada encontrou. Tentou pelo comunicador, mas ela não respondia.
Ele já estava ficando preocupado quando lembrou-se do deck de observação. Somente lá ele não havia ainda procurado.
Rumou para lá.
=/\=
Já estavam próximos do núcleo da tempestade quando assustado, Kraus alerta:
“Capitão, estamos tendo uma “pane branca” nos sensores. Acredito que o alto nível energético tenha sobrecarregado nossos sensores.”
“Qual o tempo para retornar a ativa, oficial?” – Disse Stuart, com a voz preocupada.
“12 minutos para recalibrar os sensores, Sr. A tempestade não nos permitirá nada antes disso.”
Catherine Lorraine, que até então estava ocupada com as leituras da nuvem, passou a prestar mais atenção no ambiente. Stuart nervoso, como se estivesse próximo de uma batalha, e Tucov, que o observava, como que esperando uma reação precipitada. Isso não era uma reação tipicamente vulcana. Um vulcano jamais se precipita, força uma situação onde a integridade do comando poderia ser abalada.
Pensando nisso, Catherine lembrou-se dos dados analisados em seu alojamento sobre o Capitão Stuart. Tudo em sua vida parecia perfeitamente bem, normal. Era um homem feliz com sua família. Eles viviam em Utopia Planitia e ele sempre estava com sua esposa e filho. Mas há três anos atrás, sua esposa e filho foram tragicamente raptados, sem motivo aparente ou qualquer tipo de resgate. Eles simplesmente sumiram. Isso talvez fosse a causa da aparente tristeza do Capitão. Durante o primeiro ano ele procurou pela sua família insistentemente, depois parou, subitamente. Ninguém sabia o por quê de sua repentina conformação.
Catherine co-relacionou esse fato as investigações e supôs que talves o Capitão Stuart estivesse sendo chantageado a fornecer armas para as facções guerrilheiras. Mas isso era apenas uma especulação sua.
Mal acabara de formular esse pensamentos e a USS Alliance foi subitamente abalada por um forte impacto. Os escudos defletores foram automaticamente acionados, assim como o sinal de alerta vermelho.
“Krauss, o que foi isso?” – Disse Stuart ainda atordoado com o impacto sofrido.
“Disparo direto, Senhor.... O sistema reconheceu com um disruptor romulano, senhor.”
“Relatório de danos, Krauss.”
“Setor de engenharia, deck 3 a 5. Sem avarias”.
O oficial de comunicações Mallory informa a Stuart que a nave agressora deseja comunicar-se:

Enterprise NCC 1701 (Série Clássica) em velocidade de
Dobra.
Amanheceu em Marte. O ar dentro da base Utopia Planitia sempre tinha a mesma temperatura de 20o mas ao olhar-se pelas grandes janelas do convés de observação, tinha-se a impressão que estava mais frio. Essa era a exata impressão que Penélope experimentava naquele momento. Frio. Mas um frio diferente, interior. Seriam saudades de sua família? Seu querido pai que sempre fora um símbolo de solidez em sua vida estava doente e agora ela via-se longe dele. E ele precisava dela naquele momento. E havia John. Quando o vira pela primeira vez tivera impressão que já o conhecia a muito tempo. E tão bem se deram que ela mesma tinha medo do que estava porvir. Não se via, naquele momento, comprometida com alguém. Ainda tinha muito o que fazer, muito o que viver. Tinha sua carreira, seus estudos e tudo mais. Era jovem, como tal, deveria viver o mais intensamente possível. Seria isso certo?
Pensou muito nisso, mas não suportava a idéia de magoar John. Eram quase 10h quando resolveu sair de seus pensamentos e terminar de colocar seus pertences na USS Alliance. A partida se daria as 14h.
Todos os oficiais, subalternos e cadetes já estavam na nave. Alguns viajavam com a família, outros sozinhos. A USS Alliance era uma nave de grande porte, para grandes viagens, e freqüentemente ficava os oficiais muito tempo afastados dos seus. Por isso a Frota Estelar permitia, em tempos de paz, que as famílias acompanhassem os integrantes do quadro de tripulantes das naves.
A ponte de comando já estava com o turno Beta apostos. Nesse turno encontrava-se na ativa o Capitão Stuart, Catherine e Tucov. Os demais oficiais da ponte estavam fazendo as ultimas verificações dos sistemas, quando da sala de comandos da estação de Utopia Planitia parte a comunicação:
“USS Alliance, sua partida já esta liberada. Portão 28 – Estibordo. Aguardamos confirmação.”
Stuart olhava para a grande tela de comando a sua frente, que nesse momento mostrava uma visão panorâmica do exterior da base de comando, e, voltando-se para o navegador, disse:
“Navegador. Marque curso para o sistema Lápolis. Iremos imediatamente.”
“Entendido Capitão – e, ato contínuo, o navegador comunicou a base estelar – Iniciando processo de desatracagem.”
Em instantes um estalido seco foi ouvido no casco da nave. Eram as mangueiras de suporte a vida que estavam sendo desligadas da nave. A partir de agora, a USS Alliance estava por si mesma.
A grande porta número 28 do portão de estibordo abre-se vagarosamente diante da USS Alliance. O navegador aguarda a ordem de partida do Capitão.
“Navegador, um quarto de impulso à frente. Assim que estivermos fora da zona de atracação, acione dobra 4 assim que estiver pronto.”
“Um quarto de impulso a frente. Dobra 4 será acionada a 3.000 Km da estação.”
A USS Alliance começa a mover-se. Desloca-se lentamente através do portão de saída e em poucos minutos está fora da base. Seus ocupantes mal percebem o movimento da nave, dado o funcionamento dos neutralizadores de inércia.
“Atenção – o computador da nave orienta – Dobra 4 será acionada em 30 segundos.”
O Capitão Stuart, sentado em sua poltrona de comando checa o diário de bordo, e inicia o registro:
“Diário do capitão. Data estelar 23670801.1405. Iniciamos a viagem até o sistema Lapolis, para a entrega do armamento designado para suprir os estaleiros de manutenção. Depois da entrega seguiremos até a Escola de Graduação de Tellar IV, onde deixaremos os cadetes. Fim.”
Simultaneamente ao encerramento da mensagem, a USS Alliance entra em velocidade de dobra, e seus ocupantes voltam ao processo de rotina.
=/\=
Três dias se passaram. A mudança entre os turnos Beta e Gama se daria em 1 hora. John pensou em procurar Penélope para conversar um pouco. Queria ele espantar os “fantasmas” de sua mente. Procurou um pouco e encontrou ela, junto com algumas amigas, no Deck de Recreação da USS Alliance. Aproximou-se.
“Boa tarde senhoritas... Oi Pepi. Posso me sentar com vocês?” Seu sorriso era sincero, e as colegas de Pepi já estavam tão acostumadas com ele que nem mesmo se importavam em conversar os “assuntos femininos” na presença dele. Sabiam que ele só tinha olhos e ouvidos para Pepi.
“Claro John, sente-se aqui – levantou-se Endora, uma das colegas mais velhas de Penélope. – Já estou de saída.”
“Obrigado Endora.”
“Até logo mais, pessoal!”
Endora saiu e John sentou-se. Pepi não olhava para John, e este, sem jeito, lhe diz:
“Ainda preocupada com seu pai, não?”
“Sim.” – isso foi tudo o que Penélope conseguiu lhe dizer.
“Se eu puder ajudar de alguma maneira.” – A solicitude do rapaz deixava Penélope embaraçada e ao mesmo tempo muito nervosa. Será que ele não percebia que estava tornando as coisas muito mais difíceis para ela?
“Se eu precisar, te digo.”
A resposta lacônica caiu como uma pedra em cima de John. Que diabos estava acontecendo com eles? Tudo estava indo tão bem? O que ele teria feito de errado? Sem saber o que fazer ou dizer, John levanta-se.
“Penélope, vou para meu alojamento. Tenho algumas coisas pra fazer. Vou te deixar com seus pensamentos, Ok?” – disse isso e não esperou resposta de Pepi.
Olhou-a uma ultima vez e saiu. Penélope não sabia o que fazer. Então levantou-se, mal despedindo-se de suas amigas e saiu sem destino. Tinha que andar e colocar seus pensamentos em ordem. Andou a esmo até encontra-se diante do deck de observação da nave. Era um amplo pavimento, com muitas janelas de alumínio transparente. Havia um local para sentar-se e foi para lá que ela se dirigiu. Ninguém a viu entrando pois foi justamente no momento da troca de turnos.
Em velocidade de dobra 4, as estrelas parecem brilhantes raios de luz multicoloridos. E Pepi, no torvelinho de emoções em que estava sentindo, deixou-se envolver pela contemplação. Não pensava mais em seus problemas, sem em seu pai... Haviam apenas os belos fachos de luz estelar e ela acabou por adormecer.
“Almirante – disse Catherine pausadamente – somos integrantes do quadro de oficiais da Frota Estelar. Temos o dever moral de zelar pelo bem de todos os planetas a nós associados. Gorx e eu somos um único indivíduo, a serviço da Frota Estelar.”
“Obrigado Tenente.” – o olhar de gratidão do almirante dispensava outras palavras – “já esta dispensada, Tenente.”
Catherine acenou com a cabeça, e retirou-se da sala.
=/\=
Eram 20 horas e John saiu de seu alojamento para o refeitório, a fim de jantar e falar com Penélope.
Ele ficou feliz, e ao mesmo tempo preocupado... Havia algo de errado na voz de Pepi, que o deixara realmente pensativo... Algo triste, como se ela quisesse lhe dizer algo. Mas logo afastou essa idéia de seus pensamentos. Não queria parecer triste ou preocupado depois de tanto tempo sem rever sua querida namorada.
Ele chegou ao refeitório as 20h05, e Penélope já esperava por ele. Ao vê-la, sorriu, e foi ao seu encontro. Mas ao tentar beija-la, Penélope esquivou-se levemente como se tentasse impedir o cumprimento dos apaixonados.
“O que há Pepi? Não está com saudades?” – John parecia indignado e constrangido com a atitude da namorada.
“Não é isso. Estou preocupada... Recebi uma mensagem de minha mãe. Meu pai está muito doente. Transferiu-se da Terra para o sistema Altair IV a uns 6 meses para fazer tratamento. Mas eles não me disseram. Agora, seu estado é grave e ele deseja falar com comigo...” – Pepi estava visivelmente abatida naquele momento, o que fez que John tivesse uma crise de remorso.
“Pepi, perdoe-me pelo que disse” – falou John – “fui um insensível... Mas iremos juntos para Altair IV. Visitaremos seu pai e você poderá falar com ele.”
“Desculpe-me John, mas desejo ir sozinha... Ultimamente ando me sentindo muito solitária, triste mesmo... Não sei o que está se passando comigo, mas preciso de um tempo sozinha...” – Seus olhos estavam marejados... parecia não querer dizer essas palavras, mas não encontrou outras melhores.
“Compreendo. Não tem problema... Ainda sim poderemos nos corresponder....” – John parecia resignado, mas intimamente não aceitava ter que deixar Pepi partir. Ainda assim, tentou abrandar esse momento crítico – “Bem, vamos jantar?”
“Claro, mas não estou com muita fome.” – Disse Penélope, visivelmente tentando não causar mais um desagrado a John.
Jantaram em silencio. John olhava para Penélope e imaginava o que estaria se passando pelo seu apertado coração. Imaginava que talvez não mais a visse... que ela deixaria sua vida. Esses pensamentos se tornaram dolorosos demais, e uma pequena lágrima brotou de seus olhos. Penélope, percebendo o ar soturno de John estende sua mão, tocando a dele. Ele sorri, e segurando sua mão diz – “Nunca vou te esquecer, Penélope Withers Pinket”.
=/\=
Os dias transcorreram céleres. O trabalho era muito. A USS Alliance já estava pronta para partir. Catherine e Tucov não perceberam nenhuma anormalidade no comportamento do Capitão Stuart. Ele comandava todas as atividades da nave com muita destreza e naturalidade, como se tivesse feito isso sua vida inteira. Mas algumas vezes, Catherine percebia uma ar triste no semblante do Capitão. E isso ela ainda não compreendia.
Resolveu então consultar os banco de dados pessoais da Frota Estelar. Eram 23h do dia anterior à partida da USS Alliance, e Catherine estava em seu alojamento. Diante de seu painel LCARS, fez a seguinte solicitação:
“Computador. Criar busca de ocorrências pessoais. Sujeito: Capitão Daimon Stuart. Objeto: Incidentes pessoais e profissionais ocorridos nos últimos 10 anos.”
O computador responde a Catherine, com uma lacônica voz feminina:
<Comando de voz reconhecido. Emitente: Tenente-comandante e Conselheira Catherine Lorraine. Busca iniciada. Previsão para encerramento: 20 minutos.>
“Bem – pensou Catherine – terei tempo para tomar um bom chá antes de ver o que se passa com nosso Capitão Stuart.”
Acabou de solicitar a bebida ao sintetizador de alimentos de seu quarto, quando seu comunicador toca. Catherine atende e o comunicante se identifica:
“Cath, aqui é o John... tem um minuto para falar comigo?”
“Claro John, mas o que faz acordado a essa hora?”
“Não consigo dormir Cath, e se eu não falar com alguém acho que ficarei maluco!”
Catherine já pressentia qual seria o assunto.
“Tudo bem, John. Venha em meu alojamento.”
“Obrigado Cath, já estou indo aí.”
Cinco minutos foi o tempo que John levou para chegar ao apartamento de Catherine.
“O que há meu anjo?” – disse Catherine, tentando amenizar aquele semblante fechado, que John não fazia questão de esconder.
“Cath, acho que estou perdendo Penélope... E sinto que a culpa é minha...” – Os olhos de John estavam molhados. Nem mesmo esperou uma resposta de Catherine. Foi em sua direção e deu-lhe um sentido abraço – “Ela está indo pra longe de mim, e não sei o que fazer...”
“Calma, John... me conte o que esta acontecendo...”
E John tudo contou a Catherine. Sobre como andava seu relacionamento com Pepi, seus medos e sobre a viagem dela.
“John – Catherine sabia falar com a mãe de John falaria – A vida é assim mesmo... nem sempre podemos ter tudo o que queremos... E alem do mais, ela não disse que ia te deixar, disse?” – John apenas acenou que não com a cabeça – “Então? Ela está apenas se afastando um pouco, para que mais tarde possam se reencontrar...” – Catherine aparentava muita calma e tranqüilidade, embora intimamente temesse que isso não fosse verdade.
“É Cath, acho que você está certa... – disse John, soluçando – Acho que isso é inexperiência de um jovem como eu não?” – ele tentava se animar.
“Isso mesmo! Agora vá para o seu quarto e durma. Amanha estaremos de partida. E pelo que sei, Pepi irá conosco até o sistema Lapolis. De lá ela irá para Altair IV”
“Ok. Vou embora então. Obrigado Catherine. Não sei o que seria de mim sem você.” – E John deu mais um longo abraço em Cath. Ela sorriu e passou a mão em sua cabeça, como sua mãe sempre costumava fazer. Depois ele saiu.
Catherine deu um longo suspiro e voltou-se para o computador. A busca havia terminado a mais de 20 minutos. E iniciou sua análise dos dados.
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Era uma sala despojada de moveis. Havia apenas uma mesa ampla, com o terminal LCARS voltado para o Almirante. Também havia uma bela estante de vidro logo atrás do almirante, com várias replicas de Naves Estelares. Entre elas estava a USS Enterprise NCC 1701-A, do legendário Almirante James T. Kirk. e a USS Enterprise NCC-1701-e, do Capitão Jean-Luc Picard. “Sim Gr´nger, Já faz bastante tempo” – Catherine falou com sua voz um pouco mais aveludada, pausada. |
| Como seu pai costumava falar – “Ambos estamos um pouco mais experientes não?” “Sim, meu caro amigo... Embora seja estranho te ver no corpo de uma bela Tenente da Frota Estelar. Acho que demorarei para me acostumar”. Catherine corou, mas o simbionte assumiu o controle da situação. “Não se preocupe meu amigo. Sou ainda o mesmo Gorx que conhece. Mas por que nos chamou aqui?” Nesse momento Catherine percebe a presença de um outro oficial na sala de Gr´nger. Era um vulcano alto, olhos bastante negros e cabelos curtos, bem característicos dos seres dessa raça. Era o 1o. oficial da USS Aliance, o Comandante Tucov. Catherine o reconheceu, e o comprimentou com um aceno de cabeça. Os vulcanos são seres extremamente inteligentes e voltados à lógica. Dispensam quaisquer tipos de formalismos ou meias-palavras, embora observem rigorosamente a hierarquia da Frota Estelar. Eles compreendiam que outras raças, especialmente os seres humanos e outros humanóides eram particularmente voltados à emoção. O almirante Gr´nger olhou para ambos, e com um gesto sinalizou para que sentassem. “Senhores... Eu os chamei aqui por um motivo bastante grave, e necessito da ajuda de vocês. Tucov é o primeiro oficial da USS Alliance. Mas também é um integrante da Comissão de Investigação Interna da Frota Estelar. Ele está aqui para nos auxiliar num problema que vem nos acompanhando a algum tempo.” Catherine Gorx pressentiram a gravidade do assunto e colocaram-se em alerta. “Como é de conhecimento de vocês, a paz na fronteira com a Zona Neutra Romulana vem sendo ameaçada por grupos independentes que atacam ora naves da Frota Estelar, ora naves do Império Romulando. Isso vem gerando desgaste em nossa já complicada relação de paz com aquele povo. Esses grupos independentes, suspeitamos, sejam de outros romulanos mais radicais, que defendem a guerra e a expansão da Fronteira Romulana sobre a Federação. Suspeitamos que armas de médio e grande porte estão sendo contrabandeadas para a fronteira, através de pessoal da própria Frota Estelar.” Catherine estava atenta às colocações e comentou: “Pode ser um caso de corrupção dentro da frota. Embora a punição seja bastante rigorosa, sempre há pessoas insatisfeitas com seu cargo.” “Pode ser, mas acreditamos que não seja de pessoal subalterno. Temos razoes para acreditar que há pessoas do alto comando da Frota Estelar, ou mesmo alguns do alto comando político da Federação Unida dos Planetas. Há muitos interesses em jogo. E temos algumas suspeitas.” Nesse momento, o vulcano Tucov tomou a palavra: Catherine esboçou uma leve reação de surpresa, mas absteve-se de comentar. O Almirante Gr´nger levanta-se de sua mesa e caminha até a estante, onde as miniatuas flutuam sobre um colchão magnético. Olha para elas, e sem se voltar para seus subalternos, diz: “A USS Alliance partirá em uma semana para o Sistema Lápolis. Ela estará levando uma carga completa de Fasers pesados, dos tipos III e IV. E também com torpedos de fótons. E uma “arma secreta”. Um despositivo de camuflagem obtido por engenharia reversa de naves romulanas capturadas. Vocês serão a isca.” Fez uma pequena pausa e continuou: “Catherine. Confio em você e na experiência de Gorx. Devem auxiliar Comandante Tucov em todo o processo de investigação, da maneira mais sigilosa possível. Quaisquer atitudes suspeitas, sejam do Capitão Stuart, ou de outras pessoas devem ser comunicadas e investigadas imediatamente. O Comandante Tucov me fará um relatório semanal a partir de hoje.” Gr´nger voltou-se para seus companheiros de investigação. Disse a Tucov: “Gorx... digo, Catherine. Coloquei voces no caso, pois sei que são de minha inteira confiança. Tenho referencias de Gorx desde meu ingresso na Academia da Frota Estelar, a quase 80 anos. Sei que farão um bom trabalho. Mas não são oficiais do Birô de investigação da Frota. Se não desejarem, podem pedir afastamento desse caso.” | |

USS Alliance - Classe Akira
A viagem para Marte transcorreu sem maiores problemas. Catherine Lorraine
teve a oportunidade de travar seu primeiro contato com o Capitão Daimon Stuart.
Era um homem de aparência simples, mas austera. Lorraine teve acesso a sua ficha
pelos computadores da USS Alliance. Uma ficha de trabalho impecável, desde a
academia até sua promoção a Capitão de Nave Estelar há seis anos atrás. Apenas
um pequeno incidente aparecia em sua ficha. Numa negociação de 32 caixas de
fasers tipo III, algumas foram roubadas, perto da fronteira com a Zona Neutra
Romulana. Aparentemente haviam sido roubadas no desembarque, pois na quarta
remessa do teletransporte, este foi interceptado por um sinal não identificado,
que alterou as coordenadas de desembarque. Não foi possível identificar a origem
do sinal, pois ele foi camuflado por outro sinal de interferência. Tentou-se
apurar o caso, mas em vão. O Capitão Stuart havia assumido o posto havia apenas
3 semanas.
Catherine não deu muita importância para essa informação, mesmo
porque assaltos próximos a Zona Neutra Romulana são muito freqüentes.
Mas
Catherine percebeu algo na fisionomia do Capitão que a deixava intrigada. Ele
parecia ser um homem muito alegre, feliz... Mas havia algo que o estava deixando
triste, magoado. Mas Catherine poderia estar enganada.
==/\==
Aportaram na Base Estelar de Utopia Planitia. Todos os tripulantes foram comunicados e iniciaram suas transferências de materiais e equipamentos para os respectivos alojamentos. John e Pepi não se falavam já a alguns dias, mesmo porque John tinha muito o que fazer na seção de engenharia da Nave. Por outro lado, Pepi parecia evitar encontrar com John. Algo estava acontecendo a ela, e não sabia como explicar.
==/\==
Catherine foi a ultima a se teletransportar para a superfície do planeta. Queria ter certeza que tudo estava em seu devido lugar antes de deixar a nave. O Capitão Stuart deixou a ponte de comando bem antes, alegando uma indisposição passageira. Passaria pela enfermaria da Base antes de aportar no planeta.
Já instalada em seu alojamento, Catherine pode usufruir um pouco das
vantagens do posto de 2o. oficial. Sua suíte não era ampla, mas bastante
aconchegante. Os oficiais de comando de naves podem escolher a decoração e o
tipo de alojamento que se desejam instalar. E Catherine escolheu colocar alguns
quadros de artistas Bajoranos. Eles possuem uma técnica muito sutil de combinar
luz e sombra com a árida paisagem de Bajor.
Assim que arrumou seus pertences,
Catherine preparou um tranqüilo banho, com sais da Terra, essenciais e ervas.
Estava já enchendo a banheira quando uma mensagem em seu terminal LCARS soou.
Lorraine foi verificar e viu o selo de “confidencial”, característico do
Almirantado da Frota Estelar. Ela estranhou esse tipo de mensagem, mas abriu o
arquivo mesmo assim.
A mensagem era do Almirante Gr´nger, alto comando da
Frota Estelar. Agendava uma reunião para aquele mesmo dia, as 18h, em seu
gabinete. Pensou consigo mesma: “Agora são 14h, terei tempo para me preparar e
comer alguma coisa antes de ir”.– confirmou o recebimento da mensagem e foi para
o seu banho.
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Eram 18 horas e Catherine estava diante do Gabinete do Almirante Gr´nger. Catherine era da raça Trill. Isso significa que ela apenas um indivíduo, mas sim uma associação de dois seres de espécies diferentes. Havia o hospedeiro, Catherine Lorraine, do planeta Trill, que vivem em média 110 anos. E havia o simbionte, Gorx. Nunca se teve notícia que algum simbionte do planeta Trill tivesse morrido de velhice. Ambos viviam em perfeita harmonia, pois o simbionte compartilhava todo seu conhecimento de gerações de hospedeiros com Catherine. Em troca ela lhe oferecia proteção e um meio de se comunicar com o mundo exterior. O simbionte se localizava na porção mediana de seu abdômen, ligado a Catherine por vária terminações nervosas. Talvez por isso Catherine sentiu-se de certa forma familiarizada com o Almirante Gr´nger. Gorx já conhecia Gr´nger de muito tempo atrás, quando o pai de Catherine estava na academia. Eram bons amigos e Gorx certamente ficará feliz ao reencontrá-lo.
Catherine deu um fundo suspiro, então entrou no gabinete do almirante.
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Alguns meses se passaram. John e Pepi passaram a se conhecer melhor e iniciaram um relacionamento. Não podem passar muito tempo junto, pois os estudos ocupam boa parte de seus dias, mas sempre que possível, encontram-se na área de diversão da academia. John passa a nutrir um sentimento muito forte em relação à Penélope, embora não saiba como dizer isso a ela. Porém, ele sentia-se correspondido, e, acreditando que o mesmo se passava com ela, vivia seus dias dividido entre os estudos e Pepi. Algum tempo depois, ambos são designados para uma temporada de estudos na Escola Multidisciplinar de Utopia Planitia, no planeta Marte. Depois seguiriam para a Escola de Engenharia de Tellar IV, |
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onde passariam a estudar suas especializações escolhidas. Pepi seguiria a carreira de Oficial de Ciências, com especialização em Cartografia Estelar. John apaixonou-se pelo Setor de Engenharia e decidira se empenhar para ser Engenheiro de Dobra. “Pois então Penélope...” – o ar reticente de Catherine deixou alguma suspeita no ar – “nosso John é um rapaz muito bom, não?” – Ela olhava diretamente nos olhos de Penélope. O que Catherine teria percebido nas entrelinhas das conversas no jantar? “Sim senhora, digo, Catherine. John é uma das pessoas “mais maravilhosas” que conheço. Sempre tão doce e prestativo...” – fez uma pequena pausa e deu um suspiro. “Mas, algo a incomoda não Pepi?” – Catherine já havia percebido algo que Penélope insistia em esconder mesmo de si mesma. “Não... Não sei... Acho que nós estamos passando apenas por uma fase um pouco complicada, mais nada” – Penélope não foi muito convincente – “Nós ainda estamos nos conhecendo e, em minha família, relacionamentos amorosos sempre foram vistos com certa reserva...” – Penélope tentava convencer a si mesma dessa situação. Catherine percebendo a confusão de sentimentos daquela garota, disse: “Penélope, sei o que esta passando. Não precisamos falar sobre isso, se não quiser, mas se precisar de uma companheira, para desabafar ou conversar, pode me contar comigo, ok?” – Catherine disse isso e colocou sua mão direita sobre a mão esquerda de Penélope. Pepi sorriu agradecida, despediu-se de Catherine e foi para seus alojamentos.
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John era um rapaz muito especial. Não era muito brilhante ou intelectualmente superior a qualquer um dos muitos jovens humanos cadetes da Academia da Frota Estelar. Aliás, por vezes, fazia papel de bobo por acreditar em quase tudo o que lhe diziam. Mas ele era muito querido por todos, pois sua lealdade aos amigos só é superada por uma coisa: o amor que nutre por uma garota. Uma garota muito especial. Seu nome é Penélope Withers Pinket, ou simplesmente Pepi para os amigos.
De estatura média, tem seus cabelos negros não muitos lisos, parando logo abaixo do pescoço, que é um pouco mais longo que os de suas amigas. Possui olhos castanho-escuros, penetrantes, que são realçados por sobrancelhas grossas, que lhe confere um ar decidido, porém delicado. De pele alva, possui as maçãs de seu rosto levemente rosadas, dando-lhe a aparência de uma menina, apesar de seus 21 anos. Firme em suas resoluções, sempre luta por tudo o que deseja. Aluna exemplar, Penélope sobressaiu-se na Academia da Frota, principalmente na área de Engenharia de Cálculo, obtendo uma das mais altas notas dos últimos 10 anos.
Conheceram-se sob circunstâncias umas tanto inusitadas... Ele
acabara de se alistar na Frota Estelar e estava procurando um local para ler os
manuais de integração do cadete. Ela vinha com suas amigas, depois de sair do
conjunto de lojas locais. John estava sentado, completamente entretido, tentando
decifrar como funcionava seu novo PADD fornecido pela Academia da Frota e nem
sequer havia percebido a presença das garotas bem próxima a ele. De repente, ele
se levanta abruptamente, aparentando estar muito nervoso. Sem querer, esbarra em
Penélope, colocando abaixo todos os embrulhos que a garota trazia.
“- Hei
garoto, tome cuidado!” – Pepi parecia realmente indignada com o acidente, pois
estava numa conversa muito animada com suas amigas. Nem mesmo olhou para o jovem
cadete, que desajeitadamente abaixava-se para ajudá-la a apanhar seus
pertences.
“-Perdoe-me, moça... Não tive a intenção... Mas este maldito
aparelho ainda vai me deixar louco!” – John dizia isso olhando para o PADD,
visivelmente chateado com sua pouca intimidade com esses equipamentos. Nesse
momento parou para olhar a garota que teve seus pertences derrubados pelo seu
ataque de fúria. Ela estava com a cabeça abaixada, resmungando alguma coisa que
ele não conseguiu entender. E quando levantou a cabeça, seus olhares se
cruzaram... Houve então um breve silêncio em que ambos procuravam definir dentro
de si mesmos o que estavam sentindo... quando então ela decide quebrar aquela
cena que, se demorasse um pouco mais, pareceria com a de um dos antigos filmes
do Século XX.
“- Bem, não se preocupe... logo você pega o jeito com o PADD” –
Ela dizia isso sorrindo – “Será bem mais complicado quando começarem suas
aulas de operação dos painéis LCARS...”.
John olhava para Penélope, mas nada
escutava... parecia como que enfeitiçado pelos seus olhos. Ela teve que chamá-lo
à realidade:
“- Ola! Você está ai? Se não falar comigo, como poderei saber
seu nome?” – Agora não só Pepi estava rindo, mas todas suas amigas também.
“-
Err... oi! Mas é que... Ah, deixa para lá! Meu nome é John Lews, e acabo de me
alistar na Academia da Frota Estelar. Ainda estou tentando me ajustar a esse
maldito equipamento, mas acho que você já sabe disso não é?”
“- É, sei sim!
Mas se quiser, posso te ajudar...” – Pepi já estava indo longe demais com aquela
brincadeira – “Bem, já que não me perguntou, eu me apresento: Sou Penélope
Withers Pinket, e estou no terceiro semestre terrestre de Academia da Frota
Estelar. Já não sou “caloura” não!”
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Na pequena cidade mexicana de Palmas de Las Pugas, um jovem cadete observava o desenrolar de um antigo jogo da Terra chamado “damas”. Observava curioso, pois o jogo não exigia nenhum equipamento além de um tabuleiro xadrez e dois conjuntos de pedras de cores diferentes. |
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“- Formei mais uma dama, tenente! Aha! Pelo jeito vencerei mais uma vez”, falou o velho que estava sentado num tosco banco de madeira. Então, pegou o copo de tequila e, de um único gole bebeu todo líquido de sabor peculiar. “- Ainda não velho Stievens... Não cante vitória antes de terminar a partida...” – a expressão sisuda do oficial da frota estelar parecia muito mais suave quando olhava para o senhor que estava bem a sua frente, acreditando piamente que estava prestes a vencer – “O bom oficial sabe o momento de abandonar o campo de batalha...” – e olhando bem nos olhos do velho Sander Stievens, arremata – “... mas também sabe o momento de contra-atacar!” – e tomou-lhe três peças consecutivamente, numa única jogada. Restou-lhe apenas a dama recém-formada. Stievens olha atônito, não acreditando ainda na perspicácia de sua adversária, Catherine Lorraine. Ela, por sua vez, olha para ele, e com uma piscada cúmplice e amiga, lhe diz: “- Isso é para te mostrar que já não pode reinar supremo neste jogo...”. “- Ora, Catherine...” falou Sander, “o dia que eu perder para você paro imediatamente de jogar!”. “- Tenente Catherine Lorraine, o comandante Kartanus aguarda sua presença na ponte de comando”. “- Entendido. Já estou subindo...”. Ela olha para Sander e diz: “- Lamento papai, mas tenho que retornar a USS Camafeus. O capitão precisa de mim. Assim que possível, retomaremos a partida” disse ela, com os olhos já levemente úmidos. “- Tudo bem, minha filha... Nós estaremos aqui para lhe esperar... Eu e sua mãe.” Sander estava com um nó na garganta, porém sempre mantinha o semblante sereno como se nada pudesse abalá-lo. Antes de tocar em intercomunicador, a TNTE Catherine Lorraine olha para John Lews, o jovem cadete e lhe diz: “- Bem cadete, acho que nosso passeio acabou. Reúna o restante da turma e retornem para a USS Camafeus” – Catherine sabia ser firme sem ser agressiva, uma característica da raça Trill. “- Sim Tenente! Reunirei todos os outros cadetes imediatamente e voltaremos a nave.” – Os olhos de John sempre brilhavam quando um oficial superior lhe dirigia a palavra. “- Sei que posso confiar em você, cadete”.– Com uma sutil piscada para o rapaz, Catherine toca no seu intercomunicador e diz: “- Sala de Teletransporte, um para subir.” Em segundos uma suave neblina branca de luz envolve a tenente Catherine Lorraine e ela é transportada à borda da nave estelar USS Camafeus Classe Galaxy. | |
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Servira na Guerra Cardassiana abordo da nave USS Gandhi, como oficial de tática e de defesa. De estatura mediana para os padrões terrestres, era considerada pequena pelos da sua espécie. |
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variados até a altura dos ombros. De um corpo jovem e atraente brotavam a experiência e o saber acumulados em quatro séculos de vivência. Sem dúvida, Catherine Lorraine era uma das mais belas trills alistadas na Frota Estelar. Com uma voz suave e aveludada, Catherine sabia como conduzir uma negociação. Gorx, o simbionte nela contido, aproveitara a longa experiência em contato com outras raças para auxilia-la na sua tarefa de conselheira para com a Frota Estelar. | |
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Raça: Humano |
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| Peso: 85Kg Cabelos: Castanho Claro Olhos: Castanhos Pele: Branca Sangue: Vermelho Características Físicas Habilidades Histórico | |
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Raça: Humana |
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Características Físicas Seu corpo já delineia as formas da futura mulher, bela e formosa.
Habilidades Ótima estudante, sociável e comunicativa, embora nem sempre alegre. Possui grande perspicácia e senso de observação, apesar de sua idade. Mas não foge demais aos padrões normais de uma adolescente da Terra. Possui um imenso senso de lealdade, e seus amigos são o que há de mais valioso em sua vida.
Histórico: Nascida em Moscou no ano de 2364, Alexandra era uma garota como qualquer de sua idade. Morava com seus pais, Bartolomeu Vassiliev e Macha Mochvenkov. também tinha uma irmã chamada Ivana Vassiliev. No ano de 2370, Bartolomeu Vassiliev, então Supervisor Técnico em suprimentos a serviço da FUP, morre num desastre da nave cargueira onde viajava. Inconformada, sua família resolve deixar a Rússia em busca de uma nova vida. Estabelecem-se na Bélgica, onde Alexandra inicia seus estudos. Os anos passaram céleres, e em 2376, Ivana Vassiliev conhece o jovem Will Delanne. Belga, de origem abastada, a família do jovem é contra o relacionamento, então Ivana resolve deixar seu amor e sua família. Alista-se na Academia da Frota, e inicia sua carreira em Alpha-Centauri. O jovem, apaixonado, rompe com sua família, sai em busca de Ivana. Porém ao integrar-se a Academia da Frota, não mais consegue encontrar sua amada. Alexandra, assim, fica apenas em companhia de sua mãe. Mas devido as grandes perdas e desgostos em sua família, Macha Mochvenkov adoce gravemente, vindo a falecer em 2377. Alexandra, já uma adolescente, porém precocemente elevada a categoria de adulto, resolve deixar a Terra em busca de seus estudos. Um casal, amigo de sua família, estava de viagem marcada para Molaar Del, em vista da prosperidade que o planeta prometia. Alexandra aceita o convite para acompanha-los. Afinal lá havia excelentes escolas, e estaria longe... bem longe de suas lembranças. Instala-se na BE 753, onde passa a estudar Literatura Bajorana. Lá conhece o então tenente Ivan Karpov. Formam uma terna e segura amizade. Mas devido a uma missão, Karpov vê-se forçado a retornar a Terra, deixando Alexandra novamente sozinha em sua vida. Desde então, Alexandra procura adaptar-se a sua própria vida. Após a Viagem de KArpov para a Terra, resolve aventurar-se por outros lados e embarca na USS-Phoenix como estudante civil. | |
(continuação da ficha anterior)
Tão inesperado quanto sua criação, é o seu desaparecimento. Isso explica porque jamais foi detectado da Terra. Seu tempo de vida é muito curto. Simultaneamente, o “worm hole” abre-se em outro lugar da galáxia, e a Good Hope reaparece, com seu extático tripulante, ainda sem nada entender. Olha na telemetria. Tudo normal, exceto... Não ha mais planeta! Nada a sua volta, a não ser o frio e desconhecido espaço. Por dias tenta contato com o Cabo Canaveral, mas sem resposta. Confuso, Karpov começa a avaliar sua situação. Rememorando suas discussões com Sylvia sobre os conceitos de singularidades como os buracos negro, Karpov chega a conclusão que foi mesmo tragado por uma “singularidade quântica”, e havia sido jogado para um lugar distante, no espaço.
Mas num dado momento, Karpov ouve um sinal no rádio. Inicialmente assemelha-se a um chiado, mas vai tomando corpo até fazer-se sentiu como um tom contínuo... como uma onda portadora. Em alguns instantes, Ivan olha pela escotilha principal da Good Hope: Uma gigantesca astronave cruza o caminho de seu pequeno ônibus espacial. Diante dele abre-se uma grande escotilha. Karpov pode mesmo sentir a nave sendo puxada para aquele gigantesco artefato celeste. Em poucos instantes, Karpov vê-se dentro da nave alienígena. Ainda atônito Ivan olha tudo a sua volta. Estava num grande compartimento, aparentemente destinado ao transporte de cargas. Karpov aciona os sensores externos da Good Hope e avalia a atmosfera. Respirável para os seres humanos, embora perceba-se um excesso de enxofre no ar. Também havia ali um ambiente de gravidade artificial. Ivan pode sentir isso ao fechar da escotilha da grande nave. Em instantes, aparece diante da Good Hope um ser estranho. Era baixo e esguio, de cútis clara, sem cabelos e grandes orelhas arredondadas. A porta principal da Good Hope se abre, e Karpov pode sentir totalmente a atmosfera que o circundava. O estranho fez um gesto para que o seguisse, e assim Karpov o fez. Em algum tempo, Karpov estava num compartimento, semelhante a uma cela, diante de algo que se assemelhava a uma cama, completamente confuso e atordoado pela situação.
Ivan Karpov, astrofísico e cosmonauta, encontrava-se numa nave mercenária Ferenge, aprisionado como escravo.
Em alguns dias de viagem, Karpov já descobrira que era um escravo daqueles seres alienígenas e aportaram num planeta. Este era escuro e sombrio. Tinha uma atmosfera densa e pesada, e uma massa duas vezes maior do que a da Terra. Ivan Karpov era um trabalhador nas Mina de Dilithium. Forçados pelos mercenários ferenges, trabalhou arduamente durante dois anos.
Mas quando, em meio à uma escavação, ouve-se uma grande explosão, e um verdadeiro exército de criaturas parecidas com seres humanos invadem a mina. Entravam em cena os Fuzileiros da Frota Estelar. Karpov assustado, ainda tenta se esconder, mas ao ver essas pessoas, tão semelhantes a si mesmo, acaba por mostrar-se e é recolhido ao acampamento junto com os outros trabalhadores. Em poucos instantes descobre um companheiro do planeta Terra, e inteira-se da situação. Trata-se de uma ação da Federação dos Planetas Unidos, visando libertar povos escravizados. Conversando com o oficial comandante, Karpov descobre que encontra-se fora do seu tempo. Está no futuro, adiantado pelo menos por uma margem de 300 anos...
Ivan pede para levá-lo diante do embaixador da Terra na Federação, ou alguém do comando com quem poderia conversar.
Levado diante do Embaixador, Ivan Karpov conta sua estória, que é logo investigada e conclui-se pelo desaparecimento inexplicável do ônibus espacial Good Hope, e seu único tripulante, Ivan Karpov.
A partir desse dia, Ivan Karpov alista-se na Academia da Frota, cursa a Escola de Engenharia de Tellar e finalmente a Escola de Comando, completando em 6 anos, o que um ser homem normal levaria quase doze. Aos 31 anos é promovido a Tenente, e aguarda uma designação de missão para mais do que nunca, audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve.

Filho de Mirian A. Kolpagne, bióloga e psicóloga, nascida no Brasil no ano de 1960, e Andrey Karpov, nascido em Moscou no ano de 1959 e astrofísico de renome na Agencia Espacial Russa, Ivan Karpov é um dos frutos do projeto Genoma, iniciado na Terra no final do século XX.
Nascido à 22 de julho de 1988 e concebido com seu código genético melhorado para ter aumentadas as tendências à inteligência, raciocínio e destreza, Ivan Karpov é o refinamento das técnicas de manipulação genética que criaram Khan e seus soldados, que mais tarde, no ano de 1990, desencadeariam as Guerras Eugênicas e seriam banidos do planeta. Teve um rápido desenvolvimento na infância e aos treze anos já ingressava na Universidade de Yale, E.U.A., como aluno ouvinte. Aos dezoito anos, já pós-graduado em Astrofísica, naturalizara-se norte-americano. É chamado pela NASA, para trabalhar no desenvolvimento de novas tecnologias. Devido as características que lhes são próprias, rapidamente Ivan ganha espaço dentro da NASA e assume a chefia do Departamento de Desenvolvimento de Navegação e Propulsão.
Lá, conhece Sylvia Carther, engenheira e especialista em física quântica e juntos iniciam um estudo sobre a interação das partículas nucleares. Fazem interessantes descobertas sobre o decaimento das partículas que compõe o bóson na aniquilação de matéria e anti-matéria. Ivan resolve escrever alguns artigos sobre a Teoria Unificada da Relatividade Especial, mas sem muito êxito no meio científico. Quarenta anos mais tarde surge a Teoria Unificada das Forças, e baseado nos artigos de Ivan Karpov, Zephran Cochrane apresenta sua Teoria de Distorção Espacial e desenvolve o primeiro motor de dobra para a nave Phoenix.
Nesse intervalo, Ivan e Sylvia apaixonam-se e iniciam um relacionamento. Após seis meses de estudo e desenvolvimento, Karpov é convidado a participar do projeto de uma nave espacial para uma missão exploratória ao planeta Marte. Essa nave teria a mais recente tecnologia espacial para a época e chamaria-se Good Hope, um ônibus espacial projetado especialmente para uma jornada de 1 ano, ida e volta, ao planeta vermelho. Mas ainda não havia pessoal qualificado como piloto para a nave, e Karpov conhecia profundamente todo o sistema de navegação e propulsão.
Acabou recebendo indicação para pilota-la. Teria que passar por um rigoroso condicionamento físico, a fim de suportar as grandes pressões da aceleração do ônibus espacial e a vida sem gravidade. Pensou em aceitar imediatamente a missão, mas havia Sylvia... Estavam noivos, com grandes perspectivas de um casamento próximo. Ela não queria que ele fosse. Não ele. A missão era muito arriscada, um erro e não haveria retorno.
Seus pais percebem seu desejo de viajar e o estimulam. Por fim também existia a pressão do governo norte-americano, que colocou a data máxima prevista para o lançamento: 04 de Julho de 2011. Comemoração da Independência dos EUA. Por fim, Karpov aceita a missão e tenta convencer Sylvia. Casariam-se assim que ele retornasse.
Essa missão tinha como objetivo básico os testes dos novos equipamentos de telemetria e também efetuar a primeira missão tripulada à Marte sem o uso da criogenia. Havia a participação de muitas nações do Globo Terrestre, e muitos interesses em jogo. Mas também havia um motivo não-oficial: a investigação do sumiço de duas sondas e um satélite meteorológico, lançados no final do século XX. Oficialmente, por um erro na padronização das medidas, esses artefatos foram frenados pela atmosfera de Marte e caíram no planeta. Mas na NASA, corriam rumores sobre uma deformação no espaço, que havia gerado um campo gravitacional muito intenso e tirado os satélites da órbita padrão. Fazia parte da missão verificar o que aconteceu com as sondas.
Chegada a data, a Good Hope inicia sua jornada pelo Sistema Solar e quatro meses depois de sua partida, chega ao seu destino.
Marte parecia mais inóspito do que suas imagem fotográficas revelavam. Karpov seguiu o procedimento padrão e começou a orbitar o planeta. Três dias se passaram e nada de anormal havia sido detectado. Os instrumentos não acusavam mudanças no ambiente e a telemetria não mostrava sensíveis alterações. Seguia na mesma órbita das sondas. Num dado instante, a telemetria começa a mostrar sinais de perturbação no espaço. No início eram pequenas, quase imperceptíveis, mas pareciam cumulativas e em poucos minutos Karpov sentiu como se o espaço houvesse sofrido uma súbita compressão seguida de expansão. Uma onda gravitacional havia atingido a Good Hope. E, ato contínuo, abre-se diante da nave, um “worm hole”. Na verdade, ele assemelha-se a uma esfera feita de “espaço deformado”, de quinze a vinte metros de diâmetro. Não há tempo de manobrar a Good Hope. A colisão parece inevitável. Karpov, ainda aciona os retro-foguetes da nave, mas já era muito tarde. Tragada pela força gravitacional, a Good Hope entra pelo “worm hole”.
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